segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Dramas de Estágio (Parte 9) - O Retorno do Jedi

Mais uma vez, venho escrever sobre minhas experiências como futuro estagiário, apesar de já saber que esta série de posts é considerada por alguns leitores dramática demais.

Fico feliz por poder escrever que meus planos para o estágio básico deram certo: consegui uma vaga no Residencial Terapêutico São Pedro, e uma vaga como extensionista no Ambulatório do Projeto Proteger. Já tenho até alguns horários definidos. Está tudo tão certo quanto poderia estar. Ainda assim, algumas dúvidas me incomodam.

Num desses almoços no RU, conversei bastante com o Marcelo sobre o que poderia se chamar de "Metaética dos Estágios". Não lembro dos detalhes, mas ele me citou alguns casos de veteranos, e as decisões que tomaram em relação aos seus locais de estágio e seu futuro profissional. Basicamente, há duas atitudes possíveis em relação a esta escolha: inovação ou comodismo. O Marcelo contou a história de uma amiga nossa que há pouco tempo atrás fora convidada para dar uma palestra sobre movimento estudantil e saúde mental no Ceará, com a passagem de avião paga pela organização do evento. Que ela tenha sido convidada não é realmente surpreendente, pois ela é uma das pessoas mais batalhadoras, persistentes e criativas* da faculdade (eu costumo dizer que o passatempo dela é salvar as criancinhas do Butão), e esse convite é apenas fruto de seu esforço. Mas este merecido reconhecimento é, em grande parte, um reflexo da escolha de seu campo de atuação, pois, ao invés de se contentar em reproduzir, ela preferiu criar e inovar, trabalhando em uma área onde ninguém ainda trabalhava. Como fez isto inteiramente sozinha, tornou-se referência em toda a região sul, e uma das pessoas mais importantes de seu campo no país inteiro. Isso antes mesmo de se formar.

O Marcelo também fez uma comparação entre dois estudantes. O primeiro deles, quando começou o estágio de Psicologia Social, decidiu criar uma interface entre Marketing e Psicologia; a segunda deixou bem claro que escolheu estagiar em um local tradicional, já estabelecido. Enquanto hoje ele é O Cara da área do Marketing e da Psicologia, ela é só mais uma estagiária de Psicologia. O próprio Marcelo é um exemplo disto, pois está batalhando para criar um estágio novo, em uma área ainda inexplorada da Psicologia no Rio Grande do Sul.

Fiquei pensando no que eu quero fazer. Não escolhi nenhum estágio inovador, revolucionário ou qualquer outro adjetivo do gênero, e escolhi locais já relativamente estabilizados. Mas também não posso dizer que fiz como todos os meus colegas, pois vou estagiar de facto em dois locais diferentes, e que fiz esta escolha por que acredito que os dois locais me possibilitarão aprendizados diferentes e complementares. Será mais complicado, mas creio que valerá a pena.





*Resourceful seria o termo mais adequado.

Um comentário:

barbara disse...

ESTOU FELIZ Q TENHAS CONSEGUIDO DOIS LOCAIS LEGAIS PRA ESTAGIAR MEU CARO. HEHEH... MAS EU PERCEBI Q TU TAH TRI ANSIOSO PRA CONSEGUIR ENXERGAR O TEU FUTURO GURIZINHO... MEU, TU JÁ TEM UM OBJETIVO. PELO MENOS PARA IM, FICA CLARO Q TU NAO QUER SER SOH MAIS UM. ISSO JAH EH ALGUMA COISA. AGORA, JAH QUERER SABER EM QUE AREA TRABALHAR, OU MELHOR, NAO A AREA, MAIS Q PERFIL Q TU VAI TER... MEU... TU NAO ACHA PRECOCE DEMAIS? ACHO IMPORTANTE TU PODER ESTAGIAR EM AREAS BEM DISTINTAS, E COM PESSOAS IDEM. PORQUE ASSIM EH MAIS FACIL PERCEBER AONDE TU TE "ENCAIXA" MELHOR, NAO? NAO Q TU NAO TENHA Q TER PRESSA... MAS UM POUCO MAIS DA CALMA... UM POUCO MAIS DE ALMA (HEHEHHE.... LEMBREI DESSA MUSICA... Q XINELAGEM...) HEHEHE... GTE ADORO GURI!!! BOA SORTE COM OS LOUQUINHOS! HEHEHHEHE (SEM QUERER OFENDER!HEHEHHE)

BABITA