segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Vida de Universitário Solteiro - compras

Já faz mais de um ano que estudo na UFRGS e moro sozinho em Porto Alegre. Desde a primeira semana até agora, muita coisa mudou, mas a mais gritante de todas as mudanças diz respeito à minha alimentação. Não só por causa das frescuras que inventei para deixar minha vida mais difícil, mas também a forma como eu consigo comida.

Sempre comi no RU, mas nos finais de semana e dias de greve, quando não temos janta, eu preciso me virar e comer em casa ou em algum outro lugar por aí. No começo da faculdade, eu dependia pesadamente do que eu trazia de Caxias do Sul: comidas congeladas, queijos e sucos. A comida eu colocava numa sacola térmica, o suco na mochila, e voltava para Caxias quando tudo tivesse acabado ou prestes a acabar. Ainda trago bastante coisa da casa dos meus pais (até por que são eles quem pagam, cabendo a mim apenas a tarefa de carregar tudo para Porto Alegre), mas o tempo me ensinou - o mais exato seria dizer que me obrigou - a me virar, e a descobrir formas alternativas de conseguir mais comida por menos dinheiro, começando de forma atrapalhada, até alcançar níveis mais elevados de sutileza.

Minha primeira descoberta foi a Feirinha. Aqui perto de casa, todas as segundas e quintas-feiras, no galpão da Associação de Funcionários do Hospital de Clínicas (ASHCLIN), uns vendedores se juntam e vendem produtos industrializados por um preço consideravelmente abaixo do preço de mercado. Ali dá para comprar pão, bolachas e, principalmente, sucos de caixinha. Mas como eu fui abandonando gradativamente os sucos e as porcarias doces, eu fui deixando a feirinha meio de lado.

Minha verdadeira evolução ocorreu nos corredores dos supermercados, o Zaffari em especial. Depois de algum tempo treinando Kung Fu na minha atual academia, comecei a dar umas passadas rápidas no Zaffari logo ao lado e fazer algumas compras. No começo, eram só caixas de Bis, chocolates ou balas. Depois, comecei a comprar pão. Senti-me especialmente adulto e autônomo (com o dinheiro do meu pai, admito) quando comecei a comprar peito de chester e queijo. Mais tarde, comecei a comprar frutas: primeiro bananas e maçãs, que consigo calcular o tempo de apodrecimento. Depois, comecei a comprar bergamotas. Hoje, para meu grande orgulho, comprei uma manga e uma bandejinha de morangos.

O que me deixa mais orgulhoso comigo mesmo é o baixo custo de tudo isto - com 20 reais posso comprar tudo o que preciso para me alimentar durante uma semana inteira (levando em conta que o RU esteja aberto na hora do almoço). Aboli quase todas as frescuras da minha alimentação, ou pelo menos, do que compro.

Bem, sou obrigado a admitir que perdi o rumo deste post - eu tô cansado. Acho que isto fica claro pelo fato dos parágrafos serem levemente desconexos. Não acho que este post esteja bom. Na verdade, está bem ruim. Mas vou publicá-lo ainda assim por que esse assunto é legal. Se algum dia me interessar de novo, reescrevo ele.

Um comentário:

marceloduarte disse...

Pode não ter feito muito sentido, mas os morangos este ano estão muito bons. Vale a pena.
Assim mesmo, da última vez que eu fui ao supermercado, eu comprei chocolate e cerveja. Está certo que eu não consumi nem um, nem outro. E também comprei iogurte e maçãs. Mas ainda assim, vou acabar consumindo.
E azar.