sexta-feira, 13 de março de 2009

Ô Dotô!

Tem uma comunidade no Orkut intitulada "Doutor é quem tem doutorado", e em seus fóruns, os membros da dita comunidade alternam acusações de arrogância aos médicos e advogados que exigem serem tratados por "doutor", e acusações de inveja aos demais, que foram incompetentes demais para entrar na faculdade de Medicina ou Direito e assim, merecerem o privilégio de poderem colocar "dr." na frente do nome.

Bem, isso pode parecer nobre e de suma importância para muitas pessoas, mas baseado em minhas experiências pessoais, posso dizer que isso é perda de tempo. Por que? Bem, esses dias, lá no ambulatório, estava conversando com a mãe de um paciente sobre o transtorno dele, quando ela me perguntou algo como "mas doutor, o que eu faço nesse caso?". Não lembro qual era a pergunta, mas lembro claramente que ela me chamou de doutor. Ontem mesmo, voltando da aula, uma colega minha disse que também fora chamada de "doutora" no estágio dela.

Nem eu, nem minha colega temos diploma em Medicina ou Direito, nenhum de nós dois fez doutorado, e tampouco temos caras de pessoas respeitáveis, pois ambos temos cara de criança. Na hora, pensei "puxa, como é disseminada essa mania de chamar alguém em posição de autoridade de 'doutor'", mas depois, quando percebi que qualquer estagiário pode ser doutor se disser algumas bobagens e prescrever alguns remédios para um paciente qualquer, vi que ser doutor não vale nada, e que ficar discutindo sobre isso é uma perda de tempo. Por isso, de agora em diante, assinarei meus textos como "Dr. Andarilho". Ou "Dom Andarilho", tipo bispo. Sei lá.

Texto escrito pelo genial, maravilhoso e humilde Dr. Andarilho

Um comentário:

Bruno Graebin de Farias disse...

'Dr. é quem faz doutorado' é um slogan muito acadêmico. Pessoas comuns, qeu nso chama de doutor, fazem isso porque qualquer profissional da saúde é doutor, da mesma forma que qualquer profissional da educação é professor, independente de ser biólogo ou pedagogo de formação. É um jeito simplificado de se dirigir aos profissionais em função do setor no qual estão inseridos, e considerando qeu educação e saúde são setores bastante antigos e presentes na vida da população em geral, eles têm seus pronomes de tratamento já bem cristalizados. Mesmo que a gente nãos e considere um doutor, não cabe realziar mais uma intervenção só pra 'corrigir' o paiente, o que seria uma eprda de tmepo e ainda iria atrapalhá-lo.